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domingo, 1 de janeiro de 2012
Diário de Férias 2011/2012 - Parte 2
Diário de Viagem – Itajaí-SC – 27/12/2011 a 03/01/2012
28/12
“Ano que vem teremos vários casamentos e você precisará de um terno novo”. Foi essa uma conversa que tive com minha esposa e minha sogra alguns dias antes de sairmos de viagem, discutindo sobre a cor do terno pelo fato de eu só ter um sapato marrom, que gerou certo falatório quando fui ao casamento do meu amigo Deilor com uma calça preta e sapatos e cinto marrons.
Esse flashback servirá para melhor ilustrar os acontecimentos do nosso segundo dia de férias em Itajaí – SC. O dia amanheceu nublado e chuvoso, nos deixando desanimados, pois, afinal, ainda nem havíamos “sargado a bunda no mar”, como costumávamos dizer. Mas não desanimamos, pois aproveitamos o dia para rodar pelas redondezas, conhecendo praias para irmos outros dias e passarmos por Balneário Camboriú, que é encostado com Itajaí, e assim fizemos.
Fomos primeiro para Balneário Camboriú, passando pelo centro e pela praia da Avenida Atlântica. O centro é mais movimentado que Itajaí, com mais lojas e pessoas, e a praia com mais restaurantes e melhor estrutura também. Passeamos por um morro que leva ao Morro do Careca, nos proporcionando uma vista maravilhosa, e seguimos de volta a Itajaí, passando pela Praia Brava, sendo muito bonita e com mais restaurantes que Praia Cabeçudas, onde almoçamos na tarde anterior. Depois disso, nos dirigimos ao shopping da cidade, pois a chuva não cessava.
Entrando no shopping, demos de cara com uma loja de ternos, e é aqui que o flashback entrará. “Você precisa de um terno, e aqui deve ser mais barato” me disse minha esposa. Concordei ao olhar os preços nas vitrines e ver que estavam em torno de R$150,00 a R$230,00 os mais em conta. Claro que haviam aqueles entre R$400,00 a mil e pouco, mas esses nem de longe me interessariam, então decidimos dar uma volta, tomar uns chopps e depois ver isso.
Passando em frente a uma lotérica, me lembrei da matéria sobre a Mega Sena da Virada que tinha visto na TV aquela manhã. Filas imensas nas lotéricas e pessoas eufóricas pelo prêmio de 170 Milhões oferecidos sem que acumule. A lotérica do Shopping estava vazia, sem absolutamente ninguém, e sugeri de jogarmos, fazendo-o com empolgação e idéias para o que faríamos com o prêmio...
Entramos numa loja de brinquedos e ficamos nos divertindo com os brinquedos atuais. Tanta tecnologia e inovação. Até um taco de bétis (ou bétia, como falamos em Novo Horizonte) era melhor que todos os que já tive e já fiz na vida. Saímos de lá e fomos à praça de alimentação. Pedi um chopp regional, não me lembro o nome mas estava muito bom, e um chopp de vinho para a Samanta. Abri o computador e escrevi a primeira parte do diário de viagens. Mais um chopp, dessa vez da Eisenbahn, e uma batata suíça muito gostosa para petiscarmos, nunca havíamos comido daquele jeito. Tempo depois, resolvemos ver os ternos.
Passamos por vitrines e mais vitrines, até decidir entrar em uma das lojas. Veio o atendente e falamos que queríamos um terno para mim. Somos meio tontos mesmo, e na primeira loja aceitamos o primeiro terno sugerido pelo atendente, que, segundo ele, tinha um caimento italiano slim que ficou perfeito em mim. Olhava para a Samanta e ela concordou. Experimentamos ainda camisa e gravata. Nem víamos outras e já aceitávamos as que o atendente nos oferecia, com exceção da camisa, que a Samanta preferiu outra. Bem, o terno não era dos mais baratos, estando acima dos que havíamos visto na entrada, mas estava bonito. Entre o kit oferecido, estava um segurador de gravata – sei lá como se chama aquilo – que chorei como brinde mas não consegui, então não o levei, pois nem uso tanta gravata assim. Pagamos, pegamos as sacolas e saímos. Ao fazer isso, percebemos nas sacolas, na lateral, que se tratava de uma grande rede de lojas de terno, a Cia do Terno, e que tinham lojas por todo o Brasil, inclusive em São José do Rio Preto, cidade próxima a Novo Horizonte onde íamos com muita freqüência. Olhei para a Samanta e disse: “decidimos comprar o terno aqui por acharmos que seria mais barato e o compramos numa loja de franquia? Somos mesmo burros.” Fora que ainda tinha o problema do sapato marrom, pois o terno era grafite...
Voltamos ao hotel, descansamos um pouco, tomamos banho e nos aprontamos para sair. Decidimos ir ao Pub inglês que tínhamos visto no site, o Greenwich, e assim o fizemos. Chegamos lá e havia uma pequena fila. O local era bonito por fora mas não dava para ver o interior, mas tínhamos a impressão de estar vazio. Fizemos o cadastro e entramos, sendo surpreendidos por percebermos que estava com um bom movimento e som ao vivo, rolando um violão e voz que tocava um pouco de tudo (de acordo com o ambiente do pub, claro). Sentamos e pedimos uma cerveja, Heineken, e uma água, olhando o cardápio de cervejas e comida. Como não tínhamos comido nada alem do café da manhã e a batata suíça, deveríamos estar com fome, mas, como algum problema tem que existir, não estávamos muito bem de estômago. Nem a cerveja descia muito bem, mas estávamos firmes para aproveitar aquele cardápio maravilhoso do pub.
Pedimos um camarão marinado na cerveja e empanado. Ao chegar, começamos a comer, mas meu estômago não estava bem mesmo, mas insistia. Tempo depois, olhei para a Samanta e disse: “tenho que ir ao banheiro”. O banheiro era lindo. Uma tela por trás do espelho ficava passando clipes musicais; na parte do mictório, imagens de mulheres como que te filmando enquanto urinava, ou medindo seu pinto, ou com ar de assustada. O vaso sanitário estava lindo também, e foi bem ali que me sentei e... acho que não precisa dizer né?
Voltei, são e salvo, e pedi mais uma cerveja, dessa vez uma Duvel, cerveja belga bem conhecida e que nunca tinha tomado. A cerveja veio e comecei a bebê-la. Não sei, ou eu que não estava bem mesmo, ou a cerveja que estava adulterada, mas não gostei. Olhava a data de validade e ok. Não era um gosto ruim, mas estava longe de ser o sabor de uma boa cerveja. Cheguei a pensar que tinha colocado outra cerveja na garrafa da Duvel, mas somente tomando outra em outro lugar para saber, mas não sei se pagaria o preço dela novamente para correr o risco de saber que era aquilo mesmo.
Bem, terminado a cerveja, decidimos ir embora. Pagamos a conta e nos dirigimos ao hotel, onde ficamos com nossos estômagos não muito bons até dormirmos. Queríamos acordar cedo no dia seguinte para aproveitarmos mais, isso se fizesse sol, claro, o que saberemos na próxima história...
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Diário de Férias 2011/2012 - Parte 1
Diário de Viagem – Itajaí-SC – 27/12/2011 a 03/01/2012
27/12
Saímos de Mogi das Cruzes as 04:00 da manhã, após tomar um café da manhã com minha sogra, Vera, e meu sogro Neu.
O Trânsito até São Paulo foi tranqüilo, assim como a passagem pela marginal Tietê, pegando, logo em seguida, a famoso Regis Bittencourt, conhecida como Estrada da Morte. Sem muitos problemas nos primeiros kilometros, apesar de muito caminhão, piorando bastante nos trechos de mão única. Vimos cerca de 6 acidentes a viagem toda, 5 com caminhões, em sua maioria tombamentos, e um com carros, mas nada grave neste último.
Na BR-101 a coisa foi mudando, pois pegamos momentos de congestionamento que nos seguraram um bom tempo. Pelo GPS, o horário de chegada era por volta do meio-dia, mas acabamos chegando quase três da tarde, sendo revoltante quando o GPS nos mandou não para a cidade de Itajaí, mas para a Rua Itajaí da cidade vizinha, Navegantes.
Chegando ao hotel resolvemos dar uma descansada rápida e, depois de umas duas horas, fomos conhecer uma das praias da cidade, a Praia das Cabeçudas, onde almoçamos (as 5:40 da tarde) e tomamos uma cerveja. O cardápio foi um prato de Peixe a Dorê com pirão de camarão e um prato de Camarão ao Leite de Coco.
De volta ao hotel, tomamos banho, descansamos mais um pouco e fomos jantar num restaurante português. Aqui a história começa a ficar mais engraçada...
Ao chegarmos, não havia mais ninguém no restaurante, o que fez com que recebêssemos um atendimento vip. Eram duas mulheres, uma que parecia ser uma gerente ou dona do local e uma garçonete. Escolhemos a mesa, pedimos os cardápios e a carta de vinhos, sendo rapidamente atendidos.
Nos trouxeram o couvert – um patê de cenoura, um de berinjela e algumas azeitonas – junto com um pão caseiro delicioso. Nos ofereceram bolinhos de bacalhau de entrada, no qual aceitamos e aproveitamos para pedir o prato principal: Bacalhau as Natas. Na escolha do vinho, pedimos sugestão à garçonete, nos mostrando três vinhos verdes, por serem refrescantes nesta época do ano, um de R$35,00, outro de R$85,00 e mais outro de R$105,00. No mesmo momento dei uma risada sem graça e apontei para o mais barato.
Nos trouxeram o vinho. A garçonete nos mostrou o vinho e concordamos. Ela abriu o vinho e nos mostrou a rolha, no qual não entendi o porquê, fazendo uma cara de quem apreciara muito a habilidade da moça por tal façanha. Em seguida, ela perguntou se poderia servir a Samanta, na qual concordei. A garçonete colocou apenas um pouco de vinho, nem um dedinho, e achei que era assim que se tomava aquele vinho. Assim que colocou para ela, estiquei minha taça também, para que pudesse receber tal liquido, onde a garçonete o fez, com uma feição estranha. Quis brindar com minha esposa, quando fui repreendido por um olhar fulminante e as seguintes palavras: isso é apenas para saborearmos o vinho para vermos se é do nosso agrado. Fiquei sem graça e sorrimos para a moça, mostrando satisfação.
Após rirmos enlouquecidos pela bola fora, nos trouxeram o bolinho de bacalhau. Delicioso. Nunca havíamos comido bolinho tão gostoso. Uma porção com seis bolinhos. Comemos um cada um, com azeite extra-virgem, e, na segunda rodada, decidi experimentar o outro azeite que se encontrava na mesa. Uma garrafa escura, escrito ACETO ou algo assim, com acidez 0,6. Pensei: é um pouco pior que o outro, mas vamos ver.
Joguei sobre o bolinho da minha esposa, e logo tal bolinho ficou todo escuro. Ela queria me matar: POR QUÊ JOGOU VINAGRE NO MEU BOLINHO???. Na hora não entendi, mas olhando direito a garrafa, percebi que se tratava de vinagre balsâmico. Troquei os pratos com ela e engoli aquele delicioso bolinho com uma coisa azeda sobre ele.
Após a segunda bola-fora, achei melhor me manter quieto, esperando as recomendações da minha esposa, que já queria me matar, embora se divertisse com minhas burradas. O prato principal chegou e o comemos deliciosamente. Algo fabuloso, leve, muito saboroso. Pedimos o conta, e, quando chegamos ao local havia uma placa dizendo que não aceitavam cartões Visa e Americam Express. Sem problemas, pensamos, temos o Master Card. Quando a conta chegou me lembrei de algo: não estava com minha pochete, e sim apenas com a carteira, onde não carrego todos os cartões. Comentei isso com a Samanta, e ela ficou branca. O hotel não era longe para buscarmos, mas a situação seria MUITO chata. Ela insistiu para que eu olhasse a carteira e, por sorte, havia um cartão Master Card que ela tinha pedido para mim contra minha própria vontade. Foi o que nos salvou.
Pagamos, agradecemos e fomos embora, felizes mas morrendo de vergonha pela falta da maldita etiqueta. Eta invenção mais besta da burguesia...
sábado, 26 de fevereiro de 2011
A vida...
Acabara de ler o jornal e percebeu que, nos último anos, não havia reparado que as coisas tinham mudado: o mundo, os sistemas políticos, as religiões, a grande mídia... e que tudo agora fazia parte de uma única coisa: a vida.
_ Mas como tudo pode fazer parte da vida? Antes era tudo de empresas? Onde estive nesses últimos dias?
E aí percebeu que, embora o mundo tivesse mudado, provavelmente tudo seria muito melhor...