terça-feira, 10 de setembro de 2013

Aos Meus Amigos – Introdução



Todo mundo precisa de amigos. E em todas as fases da vida. Alguns amigos nos acompanham desde que somos pequenos, desde nossa infância. Outros vão sendo encontrados ao longo da vida. Mas uma coisa é certa: todo mundo precisa de amigos.
Quando somos pequenos toda criança que encontramos, não importa onde, é nossa amiga. Basta um olhar, uma curiosidade sobre o que o outro está fazendo que já nos aproximamos e nos enturmamos. Em poucos minutos já apresentamos aquele pequeno companheiro como um amigo.
_ Vem comer. Já!
_ Agora não quero. Estou brincando com o meu amigo.
Depois cada um segue seu caminho, nunca mais se veem, e lá se vai um dos muitos amigos que a vida nos afasta, mesmo que ele não nos faça a menor falta no dia seguinte e nunca mais nos lembremos dele. Mas a palavra foi pronunciada: AMIGO. E no momento em que estivemos com ele nos divertimos muito. Foi um momento mágico.
Lembro-me uma vez, quando era muito pequeno sem ter ideia de que idade tinha, que joguei bola com um garoto num clube que frequentava com minha família. Essa cena não desaparece, ficou gravada na memória, mas até hoje não sei quem era aquele garoto. Será que se tornou um dos meus amigos e nem me lembro? Será que foi nosso único encontro? Por que essa cena se registra como uma das mais antigas quando penso na palavra “amigo”? E a cena que se repete é justamente a da hora da despedida...

(Leia a continuação em: http://blagoiaba.blogspot.com.br/2013/09/aos-meus-amigos-1-nao-deixe-de-ler.html )

domingo, 1 de abril de 2012

Entrevista

_ Nos diga qual a formula do seu sucesso???
_ Silêncio e solidão.
_ Isso te torna criativo?
_ Não. Isso me faz sofrer...

Perfeição...

E finalmente o modelo perfeito de ser humano ficou pronto. Na coletiva de imprensa alguém pergunta: E ficou bom?
A resposta não é de se espantar: Desde que se use com responsabilidade, não deverá dar problemas.
E assim todos foram para casa, sabendo que nada tinha mudado realmente...

sábado, 31 de março de 2012

Sentir...

_Eu não estou bem!!! - anunciou ele a todos os seus familiares.
Todos olhavam para ele, sem entender o que aquelas palavras queriam dizer.
_ Mas não está bem como? Alguém finalmente pergunta.
Naquele momento, as palavras somem de sua boca, mantendo-se com a expressão de pavor, sem que nada lhe saísse.
Finalmente alguém se levanta e toma seu pulso para medir a pressão.
Um outros lhe arregala os olhos para olhar as pupilas.
Um terceiro leva a mão à sua testa averiguando uma possível febre.
E finalmente ele rompe o silêncio, dizendo:
_ Eu não estou bem... para dizer o que estou sentindo.

Quem sou eu?

_Quem é você? - perguntou alguém que eu não conhecia.
_Como vou dizer se não sei quem é você? - respondi
_Mas saber quem sou eu não te proíbe de responder o que perguntei!
_Mas não sei responder o que você perguntou!
_Você não sabe responder quem é você?
E então percebei que ele tinha total razão...

Mudança

_ Sabe aquela vida de costume? Pois é, ela não existe mais...
E foi assim que lhe informaram a "boa" nova.
Que coisa? As coisas SEMPRE foram do mesmo jeito, e, de repente, - Pá - mudou tudo.
Que fazer agora? Como compreender as coisas, a vida, as pessoas?
Melhor deixar quieto e se acostumar?
Melhor fingir que nada aconteceu e tentar tocar a vida?
Não... melhor mesmo é mudar, junto com a vida e os costumes...

domingo, 1 de janeiro de 2012

Diário de Férias 2011/2012 - Parte 2

Diário de Viagem – Itajaí-SC – 27/12/2011 a 03/01/2012

28/12

“Ano que vem teremos vários casamentos e você precisará de um terno novo”. Foi essa uma conversa que tive com minha esposa e minha sogra alguns dias antes de sairmos de viagem, discutindo sobre a cor do terno pelo fato de eu só ter um sapato marrom, que gerou certo falatório quando fui ao casamento do meu amigo Deilor com uma calça preta e sapatos e cinto marrons.

Esse flashback servirá para melhor ilustrar os acontecimentos do nosso segundo dia de férias em Itajaí – SC. O dia amanheceu nublado e chuvoso, nos deixando desanimados, pois, afinal, ainda nem havíamos “sargado a bunda no mar”, como costumávamos dizer. Mas não desanimamos, pois aproveitamos o dia para rodar pelas redondezas, conhecendo praias para irmos outros dias e passarmos por Balneário Camboriú, que é encostado com Itajaí, e assim fizemos.

Fomos primeiro para Balneário Camboriú, passando pelo centro e pela praia da Avenida Atlântica. O centro é mais movimentado que Itajaí, com mais lojas e pessoas, e a praia com mais restaurantes e melhor estrutura também. Passeamos por um morro que leva ao Morro do Careca, nos proporcionando uma vista maravilhosa, e seguimos de volta a Itajaí, passando pela Praia Brava, sendo muito bonita e com mais restaurantes que Praia Cabeçudas, onde almoçamos na tarde anterior. Depois disso, nos dirigimos ao shopping da cidade, pois a chuva não cessava.

Entrando no shopping, demos de cara com uma loja de ternos, e é aqui que o flashback entrará. “Você precisa de um terno, e aqui deve ser mais barato” me disse minha esposa. Concordei ao olhar os preços nas vitrines e ver que estavam em torno de R$150,00 a R$230,00 os mais em conta. Claro que haviam aqueles entre R$400,00 a mil e pouco, mas esses nem de longe me interessariam, então decidimos dar uma volta, tomar uns chopps e depois ver isso.

Passando em frente a uma lotérica, me lembrei da matéria sobre a Mega Sena da Virada que tinha visto na TV aquela manhã. Filas imensas nas lotéricas e pessoas eufóricas pelo prêmio de 170 Milhões oferecidos sem que acumule. A lotérica do Shopping estava vazia, sem absolutamente ninguém, e sugeri de jogarmos, fazendo-o com empolgação e idéias para o que faríamos com o prêmio...

Entramos numa loja de brinquedos e ficamos nos divertindo com os brinquedos atuais. Tanta tecnologia e inovação. Até um taco de bétis (ou bétia, como falamos em Novo Horizonte) era melhor que todos os que já tive e já fiz na vida. Saímos de lá e fomos à praça de alimentação. Pedi um chopp regional, não me lembro o nome mas estava muito bom, e um chopp de vinho para a Samanta. Abri o computador e escrevi a primeira parte do diário de viagens. Mais um chopp, dessa vez da Eisenbahn, e uma batata suíça muito gostosa para petiscarmos, nunca havíamos comido daquele jeito. Tempo depois, resolvemos ver os ternos.

Passamos por vitrines e mais vitrines, até decidir entrar em uma das lojas. Veio o atendente e falamos que queríamos um terno para mim. Somos meio tontos mesmo, e na primeira loja aceitamos o primeiro terno sugerido pelo atendente, que, segundo ele, tinha um caimento italiano slim que ficou perfeito em mim. Olhava para a Samanta e ela concordou. Experimentamos ainda camisa e gravata. Nem víamos outras e já aceitávamos as que o atendente nos oferecia, com exceção da camisa, que a Samanta preferiu outra. Bem, o terno não era dos mais baratos, estando acima dos que havíamos visto na entrada, mas estava bonito. Entre o kit oferecido, estava um segurador de gravata – sei lá como se chama aquilo – que chorei como brinde mas não consegui, então não o levei, pois nem uso tanta gravata assim. Pagamos, pegamos as sacolas e saímos. Ao fazer isso, percebemos nas sacolas, na lateral, que se tratava de uma grande rede de lojas de terno, a Cia do Terno, e que tinham lojas por todo o Brasil, inclusive em São José do Rio Preto, cidade próxima a Novo Horizonte onde íamos com muita freqüência. Olhei para a Samanta e disse: “decidimos comprar o terno aqui por acharmos que seria mais barato e o compramos numa loja de franquia? Somos mesmo burros.” Fora que ainda tinha o problema do sapato marrom, pois o terno era grafite...

Voltamos ao hotel, descansamos um pouco, tomamos banho e nos aprontamos para sair. Decidimos ir ao Pub inglês que tínhamos visto no site, o Greenwich, e assim o fizemos. Chegamos lá e havia uma pequena fila. O local era bonito por fora mas não dava para ver o interior, mas tínhamos a impressão de estar vazio. Fizemos o cadastro e entramos, sendo surpreendidos por percebermos que estava com um bom movimento e som ao vivo, rolando um violão e voz que tocava um pouco de tudo (de acordo com o ambiente do pub, claro). Sentamos e pedimos uma cerveja, Heineken, e uma água, olhando o cardápio de cervejas e comida. Como não tínhamos comido nada alem do café da manhã e a batata suíça, deveríamos estar com fome, mas, como algum problema tem que existir, não estávamos muito bem de estômago. Nem a cerveja descia muito bem, mas estávamos firmes para aproveitar aquele cardápio maravilhoso do pub.

Pedimos um camarão marinado na cerveja e empanado. Ao chegar, começamos a comer, mas meu estômago não estava bem mesmo, mas insistia. Tempo depois, olhei para a Samanta e disse: “tenho que ir ao banheiro”. O banheiro era lindo. Uma tela por trás do espelho ficava passando clipes musicais; na parte do mictório, imagens de mulheres como que te filmando enquanto urinava, ou medindo seu pinto, ou com ar de assustada. O vaso sanitário estava lindo também, e foi bem ali que me sentei e... acho que não precisa dizer né?

Voltei, são e salvo, e pedi mais uma cerveja, dessa vez uma Duvel, cerveja belga bem conhecida e que nunca tinha tomado. A cerveja veio e comecei a bebê-la. Não sei, ou eu que não estava bem mesmo, ou a cerveja que estava adulterada, mas não gostei. Olhava a data de validade e ok. Não era um gosto ruim, mas estava longe de ser o sabor de uma boa cerveja. Cheguei a pensar que tinha colocado outra cerveja na garrafa da Duvel, mas somente tomando outra em outro lugar para saber, mas não sei se pagaria o preço dela novamente para correr o risco de saber que era aquilo mesmo.

Bem, terminado a cerveja, decidimos ir embora. Pagamos a conta e nos dirigimos ao hotel, onde ficamos com nossos estômagos não muito bons até dormirmos. Queríamos acordar cedo no dia seguinte para aproveitarmos mais, isso se fizesse sol, claro, o que saberemos na próxima história...