sábado, 31 de março de 2012
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Mudança
domingo, 1 de janeiro de 2012
Diário de Férias 2011/2012 - Parte 2
Diário de Viagem – Itajaí-SC – 27/12/2011 a 03/01/2012
28/12
“Ano que vem teremos vários casamentos e você precisará de um terno novo”. Foi essa uma conversa que tive com minha esposa e minha sogra alguns dias antes de sairmos de viagem, discutindo sobre a cor do terno pelo fato de eu só ter um sapato marrom, que gerou certo falatório quando fui ao casamento do meu amigo Deilor com uma calça preta e sapatos e cinto marrons.
Esse flashback servirá para melhor ilustrar os acontecimentos do nosso segundo dia de férias em Itajaí – SC. O dia amanheceu nublado e chuvoso, nos deixando desanimados, pois, afinal, ainda nem havíamos “sargado a bunda no mar”, como costumávamos dizer. Mas não desanimamos, pois aproveitamos o dia para rodar pelas redondezas, conhecendo praias para irmos outros dias e passarmos por Balneário Camboriú, que é encostado com Itajaí, e assim fizemos.
Fomos primeiro para Balneário Camboriú, passando pelo centro e pela praia da Avenida Atlântica. O centro é mais movimentado que Itajaí, com mais lojas e pessoas, e a praia com mais restaurantes e melhor estrutura também. Passeamos por um morro que leva ao Morro do Careca, nos proporcionando uma vista maravilhosa, e seguimos de volta a Itajaí, passando pela Praia Brava, sendo muito bonita e com mais restaurantes que Praia Cabeçudas, onde almoçamos na tarde anterior. Depois disso, nos dirigimos ao shopping da cidade, pois a chuva não cessava.
Entrando no shopping, demos de cara com uma loja de ternos, e é aqui que o flashback entrará. “Você precisa de um terno, e aqui deve ser mais barato” me disse minha esposa. Concordei ao olhar os preços nas vitrines e ver que estavam em torno de R$150,00 a R$230,00 os mais em conta. Claro que haviam aqueles entre R$400,00 a mil e pouco, mas esses nem de longe me interessariam, então decidimos dar uma volta, tomar uns chopps e depois ver isso.
Passando em frente a uma lotérica, me lembrei da matéria sobre a Mega Sena da Virada que tinha visto na TV aquela manhã. Filas imensas nas lotéricas e pessoas eufóricas pelo prêmio de 170 Milhões oferecidos sem que acumule. A lotérica do Shopping estava vazia, sem absolutamente ninguém, e sugeri de jogarmos, fazendo-o com empolgação e idéias para o que faríamos com o prêmio...
Entramos numa loja de brinquedos e ficamos nos divertindo com os brinquedos atuais. Tanta tecnologia e inovação. Até um taco de bétis (ou bétia, como falamos em Novo Horizonte) era melhor que todos os que já tive e já fiz na vida. Saímos de lá e fomos à praça de alimentação. Pedi um chopp regional, não me lembro o nome mas estava muito bom, e um chopp de vinho para a Samanta. Abri o computador e escrevi a primeira parte do diário de viagens. Mais um chopp, dessa vez da Eisenbahn, e uma batata suíça muito gostosa para petiscarmos, nunca havíamos comido daquele jeito. Tempo depois, resolvemos ver os ternos.
Passamos por vitrines e mais vitrines, até decidir entrar em uma das lojas. Veio o atendente e falamos que queríamos um terno para mim. Somos meio tontos mesmo, e na primeira loja aceitamos o primeiro terno sugerido pelo atendente, que, segundo ele, tinha um caimento italiano slim que ficou perfeito em mim. Olhava para a Samanta e ela concordou. Experimentamos ainda camisa e gravata. Nem víamos outras e já aceitávamos as que o atendente nos oferecia, com exceção da camisa, que a Samanta preferiu outra. Bem, o terno não era dos mais baratos, estando acima dos que havíamos visto na entrada, mas estava bonito. Entre o kit oferecido, estava um segurador de gravata – sei lá como se chama aquilo – que chorei como brinde mas não consegui, então não o levei, pois nem uso tanta gravata assim. Pagamos, pegamos as sacolas e saímos. Ao fazer isso, percebemos nas sacolas, na lateral, que se tratava de uma grande rede de lojas de terno, a Cia do Terno, e que tinham lojas por todo o Brasil, inclusive em São José do Rio Preto, cidade próxima a Novo Horizonte onde íamos com muita freqüência. Olhei para a Samanta e disse: “decidimos comprar o terno aqui por acharmos que seria mais barato e o compramos numa loja de franquia? Somos mesmo burros.” Fora que ainda tinha o problema do sapato marrom, pois o terno era grafite...
Voltamos ao hotel, descansamos um pouco, tomamos banho e nos aprontamos para sair. Decidimos ir ao Pub inglês que tínhamos visto no site, o Greenwich, e assim o fizemos. Chegamos lá e havia uma pequena fila. O local era bonito por fora mas não dava para ver o interior, mas tínhamos a impressão de estar vazio. Fizemos o cadastro e entramos, sendo surpreendidos por percebermos que estava com um bom movimento e som ao vivo, rolando um violão e voz que tocava um pouco de tudo (de acordo com o ambiente do pub, claro). Sentamos e pedimos uma cerveja, Heineken, e uma água, olhando o cardápio de cervejas e comida. Como não tínhamos comido nada alem do café da manhã e a batata suíça, deveríamos estar com fome, mas, como algum problema tem que existir, não estávamos muito bem de estômago. Nem a cerveja descia muito bem, mas estávamos firmes para aproveitar aquele cardápio maravilhoso do pub.
Pedimos um camarão marinado na cerveja e empanado. Ao chegar, começamos a comer, mas meu estômago não estava bem mesmo, mas insistia. Tempo depois, olhei para a Samanta e disse: “tenho que ir ao banheiro”. O banheiro era lindo. Uma tela por trás do espelho ficava passando clipes musicais; na parte do mictório, imagens de mulheres como que te filmando enquanto urinava, ou medindo seu pinto, ou com ar de assustada. O vaso sanitário estava lindo também, e foi bem ali que me sentei e... acho que não precisa dizer né?
Voltei, são e salvo, e pedi mais uma cerveja, dessa vez uma Duvel, cerveja belga bem conhecida e que nunca tinha tomado. A cerveja veio e comecei a bebê-la. Não sei, ou eu que não estava bem mesmo, ou a cerveja que estava adulterada, mas não gostei. Olhava a data de validade e ok. Não era um gosto ruim, mas estava longe de ser o sabor de uma boa cerveja. Cheguei a pensar que tinha colocado outra cerveja na garrafa da Duvel, mas somente tomando outra em outro lugar para saber, mas não sei se pagaria o preço dela novamente para correr o risco de saber que era aquilo mesmo.
Bem, terminado a cerveja, decidimos ir embora. Pagamos a conta e nos dirigimos ao hotel, onde ficamos com nossos estômagos não muito bons até dormirmos. Queríamos acordar cedo no dia seguinte para aproveitarmos mais, isso se fizesse sol, claro, o que saberemos na próxima história...
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Diário de Férias 2011/2012 - Parte 1
Diário de Viagem – Itajaí-SC – 27/12/2011 a 03/01/2012
27/12
Saímos de Mogi das Cruzes as 04:00 da manhã, após tomar um café da manhã com minha sogra, Vera, e meu sogro Neu.
O Trânsito até São Paulo foi tranqüilo, assim como a passagem pela marginal Tietê, pegando, logo em seguida, a famoso Regis Bittencourt, conhecida como Estrada da Morte. Sem muitos problemas nos primeiros kilometros, apesar de muito caminhão, piorando bastante nos trechos de mão única. Vimos cerca de 6 acidentes a viagem toda, 5 com caminhões, em sua maioria tombamentos, e um com carros, mas nada grave neste último.
Na BR-101 a coisa foi mudando, pois pegamos momentos de congestionamento que nos seguraram um bom tempo. Pelo GPS, o horário de chegada era por volta do meio-dia, mas acabamos chegando quase três da tarde, sendo revoltante quando o GPS nos mandou não para a cidade de Itajaí, mas para a Rua Itajaí da cidade vizinha, Navegantes.
Chegando ao hotel resolvemos dar uma descansada rápida e, depois de umas duas horas, fomos conhecer uma das praias da cidade, a Praia das Cabeçudas, onde almoçamos (as 5:40 da tarde) e tomamos uma cerveja. O cardápio foi um prato de Peixe a Dorê com pirão de camarão e um prato de Camarão ao Leite de Coco.
De volta ao hotel, tomamos banho, descansamos mais um pouco e fomos jantar num restaurante português. Aqui a história começa a ficar mais engraçada...
Ao chegarmos, não havia mais ninguém no restaurante, o que fez com que recebêssemos um atendimento vip. Eram duas mulheres, uma que parecia ser uma gerente ou dona do local e uma garçonete. Escolhemos a mesa, pedimos os cardápios e a carta de vinhos, sendo rapidamente atendidos.
Nos trouxeram o couvert – um patê de cenoura, um de berinjela e algumas azeitonas – junto com um pão caseiro delicioso. Nos ofereceram bolinhos de bacalhau de entrada, no qual aceitamos e aproveitamos para pedir o prato principal: Bacalhau as Natas. Na escolha do vinho, pedimos sugestão à garçonete, nos mostrando três vinhos verdes, por serem refrescantes nesta época do ano, um de R$35,00, outro de R$85,00 e mais outro de R$105,00. No mesmo momento dei uma risada sem graça e apontei para o mais barato.
Nos trouxeram o vinho. A garçonete nos mostrou o vinho e concordamos. Ela abriu o vinho e nos mostrou a rolha, no qual não entendi o porquê, fazendo uma cara de quem apreciara muito a habilidade da moça por tal façanha. Em seguida, ela perguntou se poderia servir a Samanta, na qual concordei. A garçonete colocou apenas um pouco de vinho, nem um dedinho, e achei que era assim que se tomava aquele vinho. Assim que colocou para ela, estiquei minha taça também, para que pudesse receber tal liquido, onde a garçonete o fez, com uma feição estranha. Quis brindar com minha esposa, quando fui repreendido por um olhar fulminante e as seguintes palavras: isso é apenas para saborearmos o vinho para vermos se é do nosso agrado. Fiquei sem graça e sorrimos para a moça, mostrando satisfação.
Após rirmos enlouquecidos pela bola fora, nos trouxeram o bolinho de bacalhau. Delicioso. Nunca havíamos comido bolinho tão gostoso. Uma porção com seis bolinhos. Comemos um cada um, com azeite extra-virgem, e, na segunda rodada, decidi experimentar o outro azeite que se encontrava na mesa. Uma garrafa escura, escrito ACETO ou algo assim, com acidez 0,6. Pensei: é um pouco pior que o outro, mas vamos ver.
Joguei sobre o bolinho da minha esposa, e logo tal bolinho ficou todo escuro. Ela queria me matar: POR QUÊ JOGOU VINAGRE NO MEU BOLINHO???. Na hora não entendi, mas olhando direito a garrafa, percebi que se tratava de vinagre balsâmico. Troquei os pratos com ela e engoli aquele delicioso bolinho com uma coisa azeda sobre ele.
Após a segunda bola-fora, achei melhor me manter quieto, esperando as recomendações da minha esposa, que já queria me matar, embora se divertisse com minhas burradas. O prato principal chegou e o comemos deliciosamente. Algo fabuloso, leve, muito saboroso. Pedimos o conta, e, quando chegamos ao local havia uma placa dizendo que não aceitavam cartões Visa e Americam Express. Sem problemas, pensamos, temos o Master Card. Quando a conta chegou me lembrei de algo: não estava com minha pochete, e sim apenas com a carteira, onde não carrego todos os cartões. Comentei isso com a Samanta, e ela ficou branca. O hotel não era longe para buscarmos, mas a situação seria MUITO chata. Ela insistiu para que eu olhasse a carteira e, por sorte, havia um cartão Master Card que ela tinha pedido para mim contra minha própria vontade. Foi o que nos salvou.
Pagamos, agradecemos e fomos embora, felizes mas morrendo de vergonha pela falta da maldita etiqueta. Eta invenção mais besta da burguesia...
sábado, 26 de fevereiro de 2011
A vida...
Acabara de ler o jornal e percebeu que, nos último anos, não havia reparado que as coisas tinham mudado: o mundo, os sistemas políticos, as religiões, a grande mídia... e que tudo agora fazia parte de uma única coisa: a vida.
_ Mas como tudo pode fazer parte da vida? Antes era tudo de empresas? Onde estive nesses últimos dias?
E aí percebeu que, embora o mundo tivesse mudado, provavelmente tudo seria muito melhor...
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Uma nova fase...
Estou bem. A perda da minha mãe foi, apesar de dolorido, também um alívio. Sabíamos que não tinha nada a fazer, e que a situação só tenderia a piorar, então... o jeito é continuar a seguir a vida procurando preservar toda maravilhosa lembrança que temos dela, e é o que estamos tentando fazer ao nos mudar para a casa dela e tomar conta de suas coisas. Quem quiser nos visitar para ver, as portas, como sempre foi, estarão sempre abertas.
Com isso, nossos bichinhos ganharam, além de espaço novo, uma companhia nova, pois estamos com a Miu também, a gatinha que era da minha mãe. Sim, temos três gatos agora, e apesar de às vezes sair umas confusões, estão todos se dando muito bem.
Quanto ao trabalho, as aulas começaram e estou com 47 aulas semanais, dez a mais que o ano passado. Está uma loucura, uma correria, pois isso siginifica 47 turmas diferentes, uma vez que aulas de filosofia são apenas uma por semana. Já fiz as contas e, nas 5 escolas que dou aula, tenho cerca de 1500 alunos, ou seja, 1500 provas para preparar e corrigir todo mês. To perdido, hehehehe...
O casamento está maravilhoso. Fizemos um ano de casado no último dia 30 e fomos comemorar em Ribeirão Preto. Comemos no Outback e fomos ao Vila Dionísio com nosso amigo Marcio. Na troca de presentes, ganhei O Clic completo, que é um quadrinho do desenhista italiano Milo Manara, o meu preferido, e duas temporadas de Os Simpsons, a 18° e a 20°. Para meu amor dei o box completo de Friends. Ela já havia assistido todos e agora sou eu, que nunca tinha assistido, que estou viciado. Muito bom.
Casa, trabalho, casamento... tudo muito bom. Farei curso de padrinho para batizar a Olívia, filha do Thiago Eid e estou fazendo parte de um grupo de professores que realizam programas sociais. Neste fim de semana passado, no sábado, fomos a um baixo pobre da cidade distribuir livros para crianças e adolecentes insentivando a leitura. Foi a segunda vez que fizemos isso e foi muito realizador. Os planos estão indo mais longe, espero que se realizem.
Bem, é isso.
Aguardo noticias de todos e vamos ver se, enfim, escrevo com alguma frequencia.
Grande abraço a todos e uma boa semana...