domingo, 21 de novembro de 2010

Escrito em 06/11/2010...

Madrugada, 3:50 de Sábado. Terminei de ler A Metamorfose, já assisti ao Jornal da Globo, Jô, Intercine e agora está passando um seriado idiota. Daqui a pouco começa Campeonato de Vôlei Feminino. Minha mãe gosta tanto, mas acho que ela não vai assistir…

Sim, estou no hospital com ela. Entrei às 19h do dia 05 de novembro e devo sair só às 19h de hoje. Dormir? Não dá. Embora ela esteja calma e dormindo, uma cochilada pode por tudo a perder, pois ela acorda com bastante frequência e pode se machucar de novo, então prefiro ficar acordado.

Sabe, é estranho. Perdi meu pai em 1998, sendo que mal sabia da gravidade do seu problema. Ele tinha cirrose, mas minha mão não queria nos contar, dizendo que era ulcera. Até que um dia, em meio a uma aula no cursinho em São Carlos, sou chamado para atender ao telefone. Era minha irmã, e a mensagem foi simples: venha logo que o pai não está bem. Saí às pressas, sem falar nada para ninguém, nem para os poucos amigos que tinha ali (nunca mais falei com eles), arrumei as coisas e fui para a rodoviária, pegar o próximo ônibus para novo Horizonte. No dia seguinte, 05 de agosto, três dias depois do aniversário da minha mãe e cinco antes do meu irmão, ele morreu.

Agora estou aqui, com minha mãe. Embora hoje ela esteja melhor, o médico deixou bem claro: o caso dela é gravíssimo e pode acontecer algo a qualquer momento. Ele preferiu não mandá-la para a UTI por entender que o contato com a família possa ajudar.

É nesse ponto que digo que é estranho. Ter que conviver com a ideia de que, a qualquer momento, eu possa perdê-la. Por mais que esteja consciente disso, é estranho imaginar, ainda mais num momento em que minha esposa e eu estamos tentando ter um filho, e ela será avó.

Bem, o que me resta é esperar. Estar ao seu lado, dando carinho e atenção, e esperar. Agradecer o apoio dos amigos e familiares, e esperar. Ter a fantástica força que minha esposa está me dando, e esperar. Sem minha esposa não sei como estaria minha cabeça…

São 4:15 da manhã. Daqui quinze minutos começa o jogo. Então, vou esperar…

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Tempo é foda...

Sim, muitas coisas a escrever, mas tá difícil. Tenho registrado coisas à mão mas não dá tempo passar pra cá, ou seja, quando passar, já não estará mais fresco do momento, e aí perde o sentido... vamos ver. Um exemplo é algo que escrevi quando estava com minha mãe no hospital. Agora ela até já saiu, mas depois posto, fora de sentido, mas posto. Enquanto isso, pra quem vem entrando e buscando algo novo, leia o conto que escrevi alguns posts abaixo e comente. Gostaria de saber as opiniões... beijos a todos e vamos tocando em frente...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Alegria, alegria...

Mamãe saiu do hospital, estamos indo buscá-la. Depois posto mais. Várias coisas para escrever...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Que injustiça...


Passando os olhos no meu blog, percebi que postei fotos do meu antigo gato e do meu novo gato. E minha gatinha, a Fumacinha?? E minha esposa, que amo tanto? Para acabar com essa injustiça, uma linda fotinha...
Beijos meus amores.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

viajando um pouco...

1.

De frente para o quadro negro, passando matéria, ele ouviu aquela velha frase de sempre: “Professor, sai da frente!!”.

- Só se eu ficar invisível! Não está vendo que estou passando matéria? Espera um pouco. – retrucou.

Ele tinha bastante paciência, mas, vez ou outra, dependendo do dia ou da turma, ficava irritado. Ao termino da aula, guardou o material, pegou suas coisas e foi para casa.

2.

Ao chegar à escola, no dia seguinte, foi chamado à sala do diretor.

- Temos uma reclamação contra o senhor. – falou o diretor.

- Reclamação? Mas de que tipo?

- Vieram os pais de um aluno e disseram que você foi muito sem educação quando ele lhe pediu licença. Não conseguiu terminar de copiar a matéria e agora está com o caderno incompleto. Como o senhor explica isso?

- Ora, isso é um mal entendido. Não foi bem assim e isso não é motivo para ser chamado à sala da direção. Com licença, senhor diretor, vou à sala de aula.

- Sinto muito, mas o senhor não trabalha mais aqui. Está demitido. Um outro professor já está em seu lugar.

Sem acreditar, nem questionou e saiu da sala. Certamente isso tudo se resolveria. Impossível uma simples resposta daquela custar seu emprego. Foi para a sala dos professores e ficou aguardando. Ninguém veio chamá-lo para a sala de aula.

3.

Em casa, com a TV ligada, ainda não se conformava com o ocorrido. Como pagar as contas? Onde arrumar aulas naquela época do ano? O telefone toca.

- Alô?

- Boa tarde! É com o senhor mesmo que gostaríamos de falar. Soubemos que está desempregado e gostaríamos de oferecer um trabalho. O senhor é professor, não é mesmo?

- Sou sim, mas quem está falando?

- Nos apresentaremos depois, por ora apenas abra seu e-mail e venha ao endereço que lhe enviamos. Uma boa noite. - desligou.

4.

Era uma escola bonita, da qual ele nunca ouvira falar. Tudo muito calmo e não se via a movimentação comum a uma escola. Pagariam muito bem, mais do que o comum. Só teria que tomar uns medicamentos “para um melhor desempenho” como disseram.

- Bom dia classe. – disse ao entrar na sala, se apresentando e fazendo uma introdução da matéria. Turma calma e silenciosa. Pareciam todos muito ricos. Começou a escrever umas coisas na lousa quando alguém lhe diz, educadamente:

- Professor, o senhor está na frente, não consigo copiar.

Maldita pergunta, pensou, mas se acalmou para responder

- Já saio da frente. Tenha só um pouco de paciência.

- O senhor não é como os outros professores. Atrapalha muito. – respondeu o aluno.

Sem entender, continuou a aula, mas aquilo soou estranho para ele, pois ainda não havia conhecido nenhum outro professor daquela escola, tentando imaginar o que o tornaria tão diferente. E o que ele fazia para atrapalhar tanto, como disse o aluno?

5.

Passado uma semana, continuava sem conhecer nenhum dos professores, embora, vez ou outra, ouvia seus movimentos pelos corredores e suas vozes em salas ao lado, mas nunca os via. Continuava a tomar os medicamentos, só não entendia em que estaria melhorando seu desempenho. Passou a se dar bem com os alunos, até mesmo com o que havia dito que ele atrapalhava muito, embora percebia que os alunos não o encaravam diretamente. Todos os dias, em casa, ficava alheio a tudo, numa calma acompanhada de solidão, pois desde que começou o novo trabalho não saíra com nenhum amigo nem ninguém.

Certo dia, esqueceu-se de levar alguns materiais para a sala e pensou em pegar emprestado de algum colega, na sala ao lado. Abriu a porta e percebeu que os alunos estavam sozinhos, sem professor.

- Onde está o professor de vocês? – perguntou

- Dando aula! – respondeu um aluno, sem olhar para ele.

- Dando aula onde? – tornou a perguntar. Nisso, ouviu uma voz vinda de frente ao quadro negro.

- Bem aqui, oras. Onde mais poderia estar?

Olhava mas não via ninguém. Estaria ficando louco? Ou cego?

- Mas… não estou te vendo! – disse, com certo espanto.

- Que novidade. – disse a voz com ironia – O que precisa?

- Hamm… giz… - disse ainda espantado. E o giz foi-lhe entregue, como que flutuando pelo ar, até chegar a suas mãos agora invisíveis. Depois disso, percebeu por que não tinha mais problemas com seus alunos…

Um pouco sumido...


Bem, faz tempo que não escrevo, desde junho, mas quero ver se volto à atividade, tomara.
Como diz o Chico, "eu também tenho algo a dizer mas sumi na poera das ruas"...
Várias vezes pensei em escrever, mas a pressa e a correria não deixavam.
Queria escrever quando ficava indignado com as coisas que saiam contra a Dilma (sim, votei nela, com orgulho);
Queria escrever quando arrumamos outro gato, o Namorado (tá aí a foto);
Queria escrever quando o São Paulo foi eliminado da Libertadores (de novo);
Queria escrever quando o Roberto Carlos deu as declarações sobre o "mundialito" do Corinthias (essa foi muito boa);
Queria escrever para compartilhar a alegria do nascimento da Olívia, filha do Thiago Eid, e quando ele me chamou para ser padrinho dela (te amo Thi);
Escrever sobre minha mãe, que foi internada no dia 07/10, ficou uma semana na UTI e, nesse momento, estou com ela no hospital...
É, essa parte é chata. Quando achamos que ela vai melhorar, piora. Hoje foi um susto: cheguei, ela não estava muito bem. Deitei com ela fazendo carinho e segurando, carinhosamente, suas mãos para que não tirasse a máscara de oxigênio e a sonda no nariz, quando ela, com sua voz fraca, me disse que sentia dores no peito. Chamei os enfermeiros e, logo em seguida, um monte de gente no quarto, com aparelhos e medidores. Na hora pensei "vai para a UTI de novo". Por fim não. Fez um sessão de hemodiálise de urgência e voltou para o quarto, mas, como está fraca. É difícil, mas nos sentimos tão impotentes diante disso, que as vezes percebemos que a única coisa é chorar e esperar pelo que vier...
Se tantas coisas me deram vontade de vir e escrever ao longo desse tempo, entre coisas boas e ruins, uma, e muito boa inclusive, tem me deixado extremamente feliz: a decisão, entra a Samanta (te amo tudo e você sabe disso) e eu, de termos um bebê. É, decidimos e estamos aguardando... felizes e anseosos para saber quem virá primeiro, o Heitor ou a Helena...
E torcendo para que isso anime minha mãe...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Gincana dos Servidores Públicos Municipais 2010

Não vou participar!!! - É o que estou dizendo a todos.
Desde que começaram a elaborar a gincana deste ano, estão vindo atrás de mim.
-Porquê não? Ano passado foi tão legal!
Realmente foi: fiz bons ammigos, me diverti bastante e as sensações vividas foram bem gostosas. Há tempos não me apresentava em uma peça de teatro num palco, e, pela primeira vez, numa peça escrita, dirigida e produzida por mim. Mas...
Bem, vamos então às razões da minha não participação, que são muitas:
Pra começar, minha mãe, embora bem, não está 100%, e vira e mexe temos que correr com ela para algo. Logo que começaram a chamar as pessoas para a gincana, ela havia acabado de sair de uma internação, e isso me levou a dizer o primeiro NÃO;
Depois disso, fiquei sabendo a data: 12 a 16 de Julho. Vamos lá mais uma vez... esse ano, diferente do ano passado, estou somente com aulas de filosofia, sem as aulas de teatro, e isso torna a parte burocrática - provas, htpcs, preparação de aulas, etc - bem mais complicados e cansativos. Ok! Só por isso? Não, alem de tais coisas, teremos apenas 10 dias de férias - 03 a 14/07 - o que leva ao principal problema. Dez dias de férias num ano que está mais cansativo, e nesses dias de férias ter que correr atrás de gincana? Sinto muito, mas quero e PRECISO descansar... fora que as provas da gincana ocorrerão no retorno às aulas, o que já complicaria, pois dou aula em 5 escolas, tendo aula de manhã, tarde e noite. E assim eu disse o segundo NÃO;
Alem dessas razões, embora ano passado tenha sido legal, não dá pra esquecer os problemas também. Como fomos bem no teatro, além de termos o texto roubado e copiado com a intenção de nos prejudicar, também entraram com processo contra não só o grupo, mas contra a Samanta e eu. Até nossa vida particular foi questionada, pois, como não eramos casados mas moravamos juntos, tentaram anular o teatro porque nele aparecia a Samanta, sendo a mulher de Euclides da Cunha, que era o tema da peça. Por fim, precisamos provar que moravamos juntos para que não perdecemos ponto no teatro, o que achamos absurdo. Não bastando isso, mal começaram as formações das equipes deste ano, já começaram os problemas. Com argumentos de que a nossa equipe estava muito forte artisticamente no ano passado (isso que ficamos em segundo lugar num total de três equipes), decidiram dissolver a turma de amigos que se formou, sorteando um para cada equipe. Não gostamos e, como protesto, não estamos paricipando neste ano. E este foi o motivo do terceiro NÃO;
Por fim, o quarto NÃO tem um argumento rápido: é Copa do Mundo, e quero assistir jogo, e não correr atrás de Gincana...
Bem, para o ano que vem pretendo participar sim, mas deixemos que venha o ano que vem. Enquato isso, vou torcendo para o Brasil